terça-feira, 5 de junho de 2012

Brincadeiras musicais



Cabra Cega, mas não Surda 
            Concentrar nossa atenção em um determinado timbre no meio de vários outros é focalizar nossa audição que consiste num exercício de percepção muito importante e difícil de realizar.
            
Distribuir um instrumento ou objetos que produzem som para cada criança. Peça para cada um tocar seu instrumento individualmente. Sortear uma criança para ser a cabra-cega, vendar seus olhos. Aponte para uma criança e peça para tocar o seu instrumento. Rode a cabra cega, enquanto os outros alunos se movimentam pela sala.  Ao sinal as crianças se fixarão em lugar da sala e o aluno de olhos vendados deverá descobrir, somente pelo som, o instrumento que ouviu anteriormente.
Variações
1.     O professor pode realizar a atividade regendo uma improvisação, enquanto a cabra-cega procura o instrumento pré-determinado. Nesta improvisação, o professor irá apontando quem tocará, usando solos, duos, trios, silêncios etc.
2.     Numa segunda fase do jogo e com crianças maiores, o professor pode dificultar um pouco, pedindo as crianças que se movimentem enquanto tocam e a cabra-cega terá que perseguir o som em movimento.
3.                      Cabra-Cega em pares: divide-se a classe em pares. Cada par combina um som (vocal ou instrumental). Uma criança do par terá seus olhos vendados, enquanto a outra se fixará em um lugar na sala de posse do som combinado. A um sinal determinado anteriormente, a criança fixa começa a produzir o seu som. A criança de olhos vendados andará pela sala até descobrir o seu par, apenas pelo reconhecimento do timbre do som preestabelecido entre elas.
            O que desenvolvemos com esta atividade?
            Memória – Concentração – Discriminação de Timbres – Consciência Corporal e Espacial

O caminho sonoro 
            O desenvolvimento auditivo e a exploração do fenômeno sonoro são os dois eixos básicos do trabalho de Percepção Sonora.
Separe vários objetos sonoros que tiver à sua disposição: (copo plástico, sacola plástica, pauzinhos de madeira, bichinhos de borracha etc.) Coloque as crianças numa roda e vá passando cada objeto escolhido, uma por vez pedindo às crianças que façam um som com aquele material. Aproveite cada som feito e faça a análise. Depois da exploração sonora, junto com as crianças, escolher o som que foi mais interessante.  Tirar uma criança da sala, distribuir novamente os objetos espalhando os componentes pela sala. Cobrir os olhos da criança que está fora da sala e guiando-a faça um caminho pela sala, sendo que cada vez que vocês passarem por uma criança esta tem que tocar o seu objeto. A criança com os olhos vendados tem como missão identificar o som escolhido anteriormente pela classe.
O que desenvolvemos com esta atividade?
Concentração – Orientação Espacial pelo Som – Memória Auditiva – Discriminação de vários Timbres – Imaginação Sonora.

Sonorização de histórias (143)
Escolha uma história tendo como relevância a faixa etária das crianças, não muito extensa e quantidade de texto (as estórias de pouco texto são as mais interessantes), ou também livros que só possuam imagens (no caso o professor deverá formalizar uma história junto com as crianças).
Chegou o dia do conto da história. Apresente para as crianças e certifique-se que elas entenderam. Faça um levantamento dos sons mais evidentes da história: o som do lugar que se passa a história, os diferentes passos e vozes dos personagens, etc. Realize estes sons vocalmente.
Depois, pesquise nos instrumentos musicais, brinquedos sonoros ou objetos sonoros, os timbres e efeitos sonoros desejados. Nesta exploração é interessante que você comente cada som, apontando suas características. Organize o material separado para cada momento da história, e o que cada criança tocará. Realize a estória sonorizada. Grave, ouça, comente com seus alunos.
Dica de um livro para o trabalho de sonorização: “Truks”, de Eva Furnari, Ed. Ática.


Trabalhando com as crianças de 6 anos, ela já percebe sons ascendentes (subindo: grave para o agudo) e descendentes (descendo: do agudo para o grave). 


Ouvindo com o Corpo 
        Proponha que as crianças andem pelo espaço da sala, explorando as várias direções, acompanhando os “passos do tambor” (pulsações: batidas regulares num espaço de tempo). Quando o tambor parar de tocar, elas devem parar o movimento imediatamente.
Faça várias seqüências de pulsações, mudando o andamento entre elas, isto é, seqüências com pulsações rápidas, outras com pulsações lentas, outras com um andamento intermediário, etc.
Após este aquecimento, toque seqüências explorando a intensidade das batidas no tambor. Toque uma batida forte, uma fraca, várias batidas associando forte/rápido, forte/lento, fraco/lento e fraco/rápido. As crianças devem reagir ao som com movimentos naturais, moldando seus corpos em diferentes formas no espaço.

Caixa-surpresa 

Utilizar uma caixa toda enfeitada para despertar a curiosidade da criança em relação ao conteúdo da mesma.
Dentro da caixa disponibilizar 5 objetos que produzam som, como: (pau de rumba, colher, chocalho, buzina e copo de plástico).
Mostrar a caixa às crianças, balançando-a. Deixando-as sugerir o que poderia ter dentro da mesma.
Intervenção do professor junto às crianças: É de vidro? É de madeira? Deixe que cada criança sinta os objetos, sem vê-los, e descreva o que está sentindo. Ajudaremos perguntando sobre a forma, temperatura, material, etc.
Depois dessa etapa, tocar cada fonte sonora, ainda não deixando as crianças verem. Ressalte a ordem, enumerando antecipadamente cada som. Intervenção do professor: quantos sons nós tocamos? Qual som você achou mais engraçado? Qual som foi mais forte? Abusando do ritual, pois o mistério para a criança é fascinante, coloque os objetos sobre um pano. Procure não deixar com que eles soem, enquanto nós os colocamos.
Apontar para um deles e pedir as crianças, que imaginem o som e o reproduzir vocalmente. Depois da reprodução vocal, toque-o chamando atenção para a semelhança ou a diferença da imitação interior. Explorar cada fonte sonora com as crianças. Após esta exploração, pedir para as crianças fecharem os olhos, uma de cada vez. Tocar um dos objetos e o colocar  no lugar novamente. A criança tem que perceber qual deles nós tocamos e tocá-lo também.

5 comentários:

  1. Show!!Muitas ideias interessantes!Coisas que eu já fazi, coisas novas. Faço uma brincadeira também com eles de morto vivo (grave e agudo) . Eles adoram....quando toco agudo: eles levantam...grave.....agaixam....quem vai errando vai saindo....muito divertido...obrigada pelas dicas!

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    1. Oi Talita! As crianças amam brincar, e sempre aprendem brincando!
      Obrigada pela visita!
      Bjs

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  2. Seu blog é muito bom! PARABÉNS!!!

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  3. Ok vou fazer nas minhas aulas de musicalização valeu! Obrigado!

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